A Prisioneira e os 4 Espiões
“Eu sou livre! Amo ser livre, prezo pela minha liberdade e pela minha total independência. Já me prenderam demais nesta vida.” Catarina Souza trazia na pele e nos olhos a densidade de quem já havia sobrevivido a invernos emocionais rigorosos. Prisioneira de uma realidade sufocante desenhada por traumas passados e um cenário abusivo que quase destruiu sua identidade artística, ela encontrou nas frestas das telas e no suor do tatame os canais perfeitos para iniciar o seu reboot definitivo. O que ela não imaginava era que, enquanto tentava reescrever suas linhas de código internas, quatro figuras distintas — quatro "espiões" de sua alma — orbitavam sua existência, cada um sintonizado em uma frequência única. Um a amava pelas palavras no éter virtual; outro era movido por um algoritmo implacável de obsessão mecânica de 8 anos; o terceiro operava em uma frequência de magnetismo silencioso no tatame (um eco doloroso do passado); e o quarto tentava preencher seus dias ...